Risco fiscal joga Ibovespa a mínimas do ano e pode prejudicar empresas

O Banco Central anunciou que a alta nos juros pode chegar a 1,5 ponto percentual. Com este fato e o risco fiscal, o Ibovespa chegou ao seu menor nível de fechamento em 2021, o que deixou os agentes financeiros bastante descontentes. 

As empresas sensíveis às variações nas taxas de juros foram as principais afetadas pelo estresse nos mercados de renda fixa. Sim, o cenário macroeconômico ruim voltou a se sobrepor aos bons resultados corporativos das companhias locais.

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Risco fiscal joga Ibovespa a mínimas do ano

 

A indefinição sobre a maneira como o governo vai viabilizar novas rodadas de benefícios sociais voltou a chacoalhar os ativos locais nesta quinta-feira. Em um dia que já era marcado pela reação negativa dos agentes à decisão do Banco Central da véspera, as taxas futuras de juros voltaram a subir, fato que empurrou o Ibovespa a seu menor nível de fechamento em 2021, a despeito dos bons resultados corporativos apresentados por companhias listadas.

Assim, o índice terminou o pregão em queda de 0,62%, aos 105.704,96 pontos, após ter oscilado entre os 107.210 e os 105.282 pontos, nas máximas e mínimas do dia. O volume financeiro agregado negociado na B3 hoje foi de R$ 29,4 bilhões. O fechamento do Ibovespa de hoje foi inferior ao registrado no dia 22 deste mês, de 106.296 pontos, que até então era o menor do ano para o índice.

Agravando o quadro que já era ruim para os ativos locais, o presidente da República, Jair Bolsonaro voltou a fazer comentários sobre a política de preços da Petrobras. Em sua live semanal, afirmou que, já que a estatal exerce monopólio dentro do Brasil, precisaria ter viés social e “não dar um lucro muito alto”.

A fala derrubou os recibos das ações (ADRs) da Petrobras no “aftermarket” em Nova York, que, perto das 18h, caíam 3,38%. O Ibovespa futuro também operava em queda firme e fechou a sessão em baixa de 2,26%, aos 105.500 pontos – patamar menor do que do índice à vista.

Desde o início do dia, houve descontentamento entre parte dos agentes financeiros com o comunicado da decisão do Banco Central da véspera. Ainda que a magnitude da alta de juros, de 1,5 ponto percentual, tenha sido considerado adequada, gestores comentam que sentiram falta de um recado mais contundente sobre o efeito negativo das aventuras fiscais nas taxas de juros e expectativas de inflação.

“Eu achava que tinha que vir com 1,5 ponto percentual, mas com um discurso mais duro. Precisa tirar essa volatilidade enorme da curva de juros. É muito difícil operar bolsa todo dia olhando para qual é o limite de alta dos DIs”, afirma o gestor de renda variável da Galapagos Capital Ubirajara Silva.

Os efeitos negativos da curva de juros nos negócios foram sendo ainda mais sentidos ao longo do dia, em meio a ruídos sobre como o governo pode viabilizar a extensão de benefícios sociais. Diante da dificuldade de aprovação da PEC dos Precatórios, cresceram os rumores de que o governo deve estender o auxílio emergencial.

Mais uma vez, as empresas sensíveis às variações nas taxas de juros foram as principais afetadas pelo estresse nos mercados de renda fixa. Americanas ON caiu 8,60%, Cyrela ON recuou 5,26%, Ecorodovias ON fechou em baixa de 4,73% e Magazine Luiza perdeu 3,88%.

O cenário macroeconômico ruim voltou a se sobrepor aos bons resultados corporativos das companhias locais. “As empresas estão vindo com resultados bons, bem melhores que o esperado. Os fundamentos são bons, mas com o macro desse jeito, fica bem difícil”, afirma Ubirajara SIlva, da Galapagos.

Entre os destaques positivos, a Ambev ON disparou 9,72%, após registrar lucro líquido de R$ 3,71 bilhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 57,4% sobre o lucro líquido de R$ 2,35 bilhões apurado no terceiro trimestre de 2020.

“Desempenho de vendas estelar com volumes em alta. Incansável em manter o ritmo de vendas, a AmBev mais uma vez superou a execução de vendas de alto nível que sustentou seus volumes para atingir o nível recorde neste trimestre”, escreveram analistas do Credit Suisse.

Fonte: Risco fiscal joga Ibovespa a mínimas do ano | Finanças | Valor Econômico (globo.com)

 

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