O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que a Reforma Tributária seja encarada como um “pacto de Estado”, ressaltando que a medida traz ganhos estruturais. Em entrevista à CNN, o ministro explicou que a simplificação do sistema de arrecadação e o consequente ganho de produtividade têm o potencial de elevar o PIB brasileiro em até 15 pontos percentuais nos próximos 10 a 15 anos. Durigan criticou o modelo atual por ser excessivamente complexo e afastar investimentos estrangeiros, além de rebater distorções e desinformações no debate público que prejudicam a compreensão clara dos impactos econômicos do novo modelo.
No front regulatório, o ministro informou que o desenho do Imposto Seletivo já está sendo debatido internamente pela Fazenda, em uma coordenação conjunta com os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A articulação com as lideranças do Congresso Nacional está ativa para viabilizar a aprovação da regulamentação até o fim de 2026. O objetivo é garantir que o cronograma técnico avance sem interferências, consolidando as regras do imposto do pecado a tempo de manter a previsibilidade exigida pelas empresas para os próximos ciclos de planejamento fiscal.
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