A Reforma Tributária ainda renderá debates ao Congresso Nacional, que possui 50 projetos de lei que buscam alterações. A maioria deles (70%) altera o Imposto Seletivo, mas também há PLs que visam novas exceções na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A corrida eleitoral também tem pressionado a Reforma. O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou ser favorável à suspensão do novo sistema. O governo Lula teme que o cenário eleitoral acabe fazendo com que deputados e senadores aprovem a nova onda de exceções.
O que ainda inflama a discussão é que o projeto com as alíquotas do Imposto Seletivo não foi enviado ao Congresso ainda. Em entrevista à Folha, o ex-secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirma que o cenário é preocupante, pois as discussões desconsideram o impacto muito positivo que a reforma tem sobre a produtividade e o potencial de crescimento do Brasil. Ainda de acordo com Appy, voltar atrás seria um grande erro, até porque o setor público e as empresas já estão investindo para se adequar ao novo sistema.
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