A infraestrutura tecnológica desenhada para viabilizar o mecanismo de split payment superou as projeções iniciais do Fisco, estimando um volume operacional 170 vezes maior do que o do Pix. De acordo com o Ministério da Fazenda, que aportou R$ 2 bilhões somente em 2026 para subsidiar essa virada de chave, a hipercomplexidade do sistema reside no fluxo massivo de informações trafegadas. Enquanto o ecossistema de pagamentos instantâneos atual registra apenas dados bancários básicos, o novo modelo processará notas fiscais eletrônicas completas, contendo dados estruturados de produtos, emissores e cadeia de creditamento, totalizando um universo de cerca de 70 bilhões de documentos fiscais por ano.
O mecanismo operará na liquidação financeira das vendas (seja por cartões, Pix ou boletos), segregando automaticamente a parcela correspondente à CBS e ao IBS e direcionando-a em tempo real aos cofres públicos, sem que o montante tributário transite pela conta corrente da empresa vendedora. Para as equipes de TI, desenvolvedores de sistemas fiscais (ERPs) e instituições financeiras, a recente liberação do Manual de Integração e do Swagger pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS funciona como o roteiro definitivo para adaptar os sistemas a esse grande HUB público de arrecadação. A meta do governo é unificar a emissão de documentos em uma plataforma única compartilhada entre a União, Estados e municípios, amarrando umbilicalmente os meios de pagamento à escrituração fiscal para mitigar a sonegação e simplificar as obrigações acessórias.
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