A Receita Federal confirmou que iniciará ainda em 2026 os testes internos da plataforma de split payment, mecanismo responsável pelo recolhimento e pela segregação automática da CBS e do IBS no momento da liquidação financeira das operações. Apesar do início das validações pela administração tributária, o Fisco oficializou que a ferramenta não estará totalmente operacional na abertura da transição em 1º de janeiro de 2027, optando por uma implementação gradual e por etapas ao longo dos próximos anos. A estratégia busca mitigar os altos riscos operacionais decorrentes da hipercomplexa integração em tempo real entre o Fisco e todo o ecossistema financeiro, além de garantir que a vinculação automática do crédito tributário ao efetivo recolhimento ocorra sem provocar rupturas na cadeia de pagamentos.
Apesar da liberação fatiada do sistema pelo governo, as empresas devem iniciar a preparação o quanto antes. A falsa premissa de que a adequação só será necessária após a conclusão definitiva da ferramenta representa um risco crítico para a continuidade dos negócios. A mobilização exige que os departamentos fiscais, financeiros e de TI revisem seus fluxos de caixa e rotinas de conciliação bancária, atualizem seus motores de cálculo e soluções de ERP, e façam o mapeamento prévio da integração com seus prestadores de serviços de pagamento desde já. Antecipar a reestruturação dos processos internos e acompanhar o cronograma regulatório garante que a companhia mantenha o controle de sua tesouraria e esteja pronta para homologar cada nova funcionalidade do split payment conforme forem liberadas.
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