Reforma tributária é pauta entre os pré-candidatos à Presidência da República

Reforma tributária é pauta entre os pré-candidatos à Presidência da República

Embora a pauta da reforma tributária continue estagnada no legislativo, três presidenciáveis defendem a urgência do tema – e todos já têm propostas para a recuperação da economia.

As promessas variam entre a desoneração de tributos para empresas a fim de estimular a criação de empregos, a recriação do Ministério de Indústria e Comércio (MDIC), reforma administrativa, desoneração de impostos para facilitar exportações, e a redução do custo Brasil. Será que, finalmente, a reforma tributária sairá do papel num futuro próximo?

Leia mais informações a respeito, abaixo:

 

Candidatos à Presidência defendem reforma tributária

Presidente fala em evento da CNI; Ciro e Tebet também participaram

 

Em evento promovido ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), três dos quatro principais pré-candidatos à Presidência da República defenderam a urgência de uma reforma tributária e apresentaram propostas para a recuperação da economia. Convidado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não confirmou participação no debate.

Segundo colocado nas pesquisas, o presidente Jair Bolsonaro adiantou que estuda junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, uma desoneração de tributos para empresas a fim de estimular a criação de empregos. Ele alegou que o excesso de arrecadação estimado em R$ 300 bilhões em 2021 permitiria a baixa de impostos. “O estudo é ver se, com uma desoneração, que a gente venha a perder um pouco desse superávit para abater dívidas, mas que sirva para ampliar o número de empregos no Brasil”, explicou.

Bolsonaro não foi questionado sobre a demissão do então presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, acusado de assediar funcionárias da instituição, e nem comentou o episódio. Também sem citar, especificamente, as suspeitas contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, Bolsonaro argumentou que seu governo combate a corrupção. “Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo, são casos isolados que pipocam”, alegou.

Ele ignorou os baixos índices de crescimento da economia, a inflação e o aumento de gastos com programas sociais para dar ênfase ao potencial que país tem, garantindo disposição de potências mundiais para negociar futuros contratos, especialmente nas áreas do agronegócio e da energia limpa.

O presidente relatou ainda um trecho da entrevista gravada que concedeu ontem ao jornalista Tucker Carlson, da TV Fox News, em que criticou a relação com a China. “Nós gostaríamos de ter mais investimentos dos EUA. América do Sul está se tornando um continente vermelho e o Brasil é a cereja do bolo.”

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, alegou que a política industrial e de comércio exterior precisam estar no centro do projeto de desenvolvimento do país, e prometeu recriar o Ministério de Indústria e Comércio (MDIC), que no atual governo foi absorvido pela pasta da Economia.

Ciro ponderou que apenas com uso de capital próprio o Brasil conseguirá impulsionar o seu crescimento econômico e social. “Jamais prosperou um país que tenha alimentado a ilusão de basear o seu financiamento no capital dos outros. O capital que financia desenvolvimento é o capital que se produz em casa”, argumentou. “O nível de formação bruta de capital no Brasil é criticamente baixo historicamente e está indo agora para os seus menores valores”, criticou.

O pedetista afirmou que “sem indústria poderosa, que lidera o centro do desenvolvimento, nenhuma nação se desenvolveu”. Nesse ponto, ele defendeu a possibilidade de criação de complexos industriais nas áreas de saúde; agronegócio; petróleo, gás e energias renováveis; e defesa.

Pré-candidata do MDB, a senadora Simone Tebet (MS) prometeu que, caso eleita, aprovará a reforma tributária nos primeiros seis meses de governo. Ela defendeu a urgência de uma reforma administrativa, desoneração de impostos para facilitar exportações e outras medidas para fortalecimento do setor produtivo, como redução do chamado custo Brasil.

Ela também defendeu a criação de um fundo constitucional de desenvolvimento regional na reforma, para que “Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não percam competitividade”.

Hoje, argumentou, o Brasil arrecada muito, mas arrecada mal; gasta muito, e gasta mal. Com a reforma tributária, seria possível “deixar a iniciativa privada em pé de igualdade com demais países do mundo”. Sobre o baixo desempenho nas pesquisas, a emedebista disse que tem tempo para reagir, já que ainda está na pré-campanha, e faltam 30 dias para as convenções.

Fonte: Candidatos à Presidência defendem reforma tributária

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