A proposta em discussão no Ministério da Fazenda de aplicar IOF sobre títulos hoje isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures de infraestrutura, enfrenta resistência dentro do próprio governo. Embora haja consenso técnico de que esses instrumentos prejudicam o financiamento da dívida pública de longo prazo, o avanço da medida esbarra principalmente no cenário político: aumentar tributos em ano eleitoral é visto como arriscado, especialmente diante da forte capacidade de mobilização dos setores afetados, que já demonstraram reação a tentativas anteriores de taxação.
Além do fator político, há preocupações econômicas relevantes. Integrantes do governo alertam que a tributação pode desestimular investimentos em áreas estratégicas, como o setor imobiliário e projetos de infraestrutura, justamente em um momento de juros elevados e desaceleração moderada da economia. Ainda assim, a equipe técnica da Fazenda mantém o tema em análise, considerando seu potencial para reforçar a arrecadação e melhorar a gestão da dívida pública, embora, até o momento, não haja estimativas oficiais de ganho fiscal com a possível medida.
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