O IOF de 5% sobre aportes mais elevados em planos VGBL reduziu significativamente a atratividade da previdência privada para investidores de alta renda. A tributação passou a incidir, em 2025, sobre aplicações acima de R$ 300 mil por seguradora e, em 2026, valerá para valores superiores a R$ 600 mil no conjunto do mercado. Com isso, especialistas avaliam que o produto perdeu eficiência para grandes patrimônios, especialmente quando o objetivo é planejamento patrimonial e sucessório no curto e médio prazo.
Diante desse cenário, famílias de alto patrimônio passaram a buscar alternativas, como doações em vida com reserva de usufruto e outras estruturas patrimoniais. Apesar de o VGBL ainda fazer sentido em estratégias de longo prazo, principalmente pela tabela regressiva e pela isenção de IR na herança após determinado período, o novo IOF acelerou a revisão das estratégias sucessórias. O movimento ocorre em um contexto de possíveis mudanças futuras no ITCMD e de maior complexidade na avaliação de ativos, reforçando a necessidade de planejamento tributário mais sofisticado e integrado.
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