Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões em 2025, o maior volume em 11 anos, segundo dados do Banco Central. O crescimento ocorreu mesmo após o aumento do IOF sobre operações de câmbio, anunciado em maio, e foi impulsionado pela valorização do real (o dólar caiu 11,18% no ano), além da alta da renda e do nível de atividade econômica. O movimento inclui despesas com passagens, hospedagem, produtos e serviços, itens diretamente influenciados pela cotação da moeda estrangeira.
O avanço desses gastos, mesmo em um cenário de tributação mais elevada, indica que o aumento de impostos nem sempre é suficiente para conter determinados comportamentos de consumo. Do ponto de vista fiscal, o dado pressiona a conta de serviços, que registrou déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, e reforça o debate sobre a efetividade do IOF como instrumento de arrecadação e controle cambial. Ao mesmo tempo, o recorde de gastos de estrangeiros no Brasil evidencia a crescente complexidade do fluxo internacional de recursos, um cenário que exige maior integração entre política econômica, fiscalização e inteligência tributária.
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