O aumento dos impostos iniciou o ano dando boas-vindas aos brasileiros. Seja por redução da atividade econômica — e diminuição da arrecadação governamental —, seja devido à inflação, essa prática é a prova da ausência de uma política econômica eficiente e da confusão que são os tributos no país. A medida também mostra que, ao invés de cortar gastos e buscar maior transparência na gestão, o governo prefere partir para o lado mais fácil.

O que muda?

Em um primeiro momento, a mudança é social, ou seja, no humor dos empresários, na apreensão dos funcionários, nas discussões entre técnicos e especialistas. Por isso, neste início de 2015, não foi incomum se falar em recessão, medo do mercado ou economia estagnada. São questões muito ligadas ao cotidiano e afetam todas as pessoas. Assunto em comum, discussão em comum.

Depois, a mudança é no consumo. Mesmo com dinheiro no bolso, as pessoas deixam de comprar por temor de faltar recurso lá na frente ou no sentido de aguardar o desenrolar da situação. Assim, o varejo é o primeiro setor a se mobilizar. Sobra promoção, liquidação, anúncio de “último mês com imposto reduzido” ou “produto 2015, preço 2014”.

Os que trabalham com bens duráveis e industrializados, geralmente, são os primeiros a sentir. Montadoras e fabricantes de aparelhos domésticos precisam se desdobrar para garantir o mês.

O próximo passo é, infelizmente, a demissão. O plano de demissão voluntária (PDV) e cortes de terceirizados se destacam nos noticiários. Nesse momento, os sindicatos ou representantes de classe se mobilizam e pressionam o governo por mudanças, estas que deveriam ser feitas há muito tempo.

O que o governo diz?

Para o governo, o aumento da carga tributária em 2015 é natural. Muitos políticos, para deixar o discurso mais próximo da população, dizem que é um “mal necessário” ou tentam comparar com o que acontece em uma família brasileira: quando o dinheiro da casa está curto, os pais precisam agir! Segundo o governo, as medidas são tomadas e o “corte ocorre na carne” ou todo o “progresso” conquistado nos últimos anos irá por água abaixo.

Outro ponto que ocorrerá com o aumento da carga tributária em 2015, mas que o governo dificilmente irá dizer, é a redução do investimento. Geralmente, ele é o primeiro a ser cortado, já que a preocupação do empresário passa a ser outra. Até mesmo os investimentos considerados estratégicos, fundamentais, correm o risco de cessarem.

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O que fazer?

Muitos governos já fizeram o mesmo, a população sofre e, depois de algum tempo, as discussões caem em desuso. No entanto, é possível as empresas se preparem para a tormenta e assumirem uma postura pró-ativa, e não o contrário.

Reduzir os custos da empresa é o primeiro passo. Diminuição em material de escritório, em estoque e nos desperdícios. A máquina precisará aperfeiçoar os recursos, fazer mais com menos. Paralelamente a esses cortes, ela precisa aumentar a receita, fazer promoções, investir em divulgação, aumentar os canais de contato com o consumidor ou cliente.  Nesse momento, a tecnologia é aliada do empresário. Investir em mídias sociais, sites e aplicativos para que o nome da empresa tenha destaque.

Infelizmente, quando o aumento da taxa de impostos é alto, o empresário precisa ver isso como uma crise, e agir como se fosse tal.

Por último, o gestor deve pensar em aumentar o preço. Ele não pode pensar em “se vingar” do consumidor, já que o governo fez uma medida dessas. Ele necessita aderir a práticas que aumentem a produtividade da empresa. Porém, feito tudo isso e nada funcionar, a elevação dos preços acaba se tornando uma saída.

E então, ainda tem dúvidas? Já sente os reflexos do aumento da carga tributária? Deixe um comentário!

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