Os anos de 2014 e 2015 podem ser comparados a uma máquina do tempo. Praticamente, todas as vezes que são tratadas notícias econômicas, elas vêm carregadas dos termos “é a primeira vez em 13, 12 ou dez anos que isso ou aquilo acontece”. O passado é rememorado com uma frequência incrível desde que a real situação financeira do país foi posta ao público. Porém, diferentemente do ano passado, 2015 está contando com um forte arrocho de investimento, controle fiscal e uma pesada elevação de impostos, tudo isso visando o aumento das receitas correntes, a grosso modo, os recursos que objetivam custear a máquina pública.

Remédio amargo

O buraco de R$ 32,5 bilhões produzido pelos governos municipal, estadual e federal não pegou nada bem dentro ou fora do Brasil, não apenas pelo rombo em si, mas pelo tamanho dele e o estrago que fez para as contas públicas em 2015. Por aqui, os brasileiros começam a ver minguar alguns investimentos — inclusive com a Educação. O Pronatec estava com repasse atrasado desde outubro e o Fies, que é um financiamento e não dinheiro a fundo perdido, estava com dificuldades para aceitar novos estudantes, com o sistema frequentemente falhando. Lá fora o mar também não está para peixes, pois, com o humor dos investidores para baixo, dificulta a entrada de recursos novos no Brasil.

Como dinheiro não brota do chão, o governo federal precisou receitar um remédio amargo ao paciente doente. Se o medicamento fosse passado antes, não seria tão forte e poderia ser dado até em doses homeopáticas, o que não aconteceu. Esse remédio se chama ajuste fiscal. Corta daqui, aumenta dali e tudo com um sorriso no rosto, para que nem o investidor e nem a população pense que nada foi planejado.

Os ajustes, segundo a nova equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, são necessários para que as receitas recorrentes sejam aumentadas e os compromissos e o rombo, sanados. Assim, a vacina aplicada em 2015 servirá para que o paciente esteja curado e retome as atividades em 2016. E entenda retomar as atividades como “investimentos”.

Inflação

Paralelamente a esses remendos econômicos, a população convive e conviverá com a inflação. O aumento súbito dos preços corrói a renda do brasileiro, principalmente dos assalariados, que precisam se virar durante 30 dias com determinada quantia de dinheiro. Esses são, sem dúvida, os primeiros a sentir o baque, já que todo um planejamento para pagamento de dívidas e possíveis compras serão modificadas. O cobertor ficou mais curto.

Por mais que esses ajustes econômicos prejudiquem em um primeiro momento os brasileiros, nada dói mais que a queda no poder de compra. Quando isso acontece, o negócio fica feio. Nesse momento, entra o Banco Central e aumenta os juros. A Selic, que por um bom tempo foi cogitada a ficar em apenas um dígito, dificilmente sairá dos dois.

Recessão

Palavra há anos sem ser pronunciada no Brasil e, hoje, proibida no governo, a recessão é um fantasma que começa a assustar. Se a diminuição do poder de compra é algo difícil de lidar, quem dirá a perda dele. Com a recessão, cessam os empregos, aumentam as dívidas e o mercado afunda. Todos perdem.

Por isso, para não chegar a tanto, com o paciente sendo levado para a UTI, o remédio amargo irá perdurar. Caso tenha alguma experiência que queira compartilhar, comente abaixo. A discussão é um dos caminhos mais eficientes para superar os problemas, por isso, deixe o seu comentário!

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